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Pasta reuniu representantes dos principais órgãos e monumentos para pensar ações concretas para o momento de retomada

A capital federal possui, em sua essência, a vocação para o Turismo Cívico. Portanto, desde o início da atual gestão, a Secretaria de Turismo do DF transformou a solenidade da Troca da Bandeira, realizada no primeiro domingo de cada mês, em uma manhã cívica cheia de atrações para a família brasiliense e turistas que visitam a capital. A Troca da Bandeira é apenas um exemplo da extensa lista de atrações voltadas para o setor que impulsionam e valorizam a capital federal e a história do país.

De olho no cenário e nas mudanças impostas pela pandemia causada pelo Covid-19, a Setur reuniu, nesta quarta-feira (10), por videoconferência, representantes do Grupo de Visitação Institucional Integrada em Brasília – VIIBRA. A partir do encontro, será desenvolvido um Termo de Cooperação Técnica entre os 16 órgãos que compõem o grupo para o posicionamento e fortalecimento do Turismo Cívico em Brasília.

“Durante a nossa gestão, nós resgatamos o simbolismo da Troca da Bandeira e consolidamos o evento como uma grande atração turística, que só Brasília tem. Conseguimos recuperar o sentimento de pertencimento da Pátria e impulsionar o Turismo Cívico em Brasília. Agora, vamos continuar o trabalho que tem sido realizado para nos reinventarmos e estarmos prontos para o momento de retomada”, explicou a secretária de Turismo do DF, Vanessa Mendonça.

Para Caroline Beasley, coordenadora de Memória Institucional do Memorial do Ministério Público Federal (MPF), a iniciativa da Setur é fundamental para integrar os órgãos. O MPF é parceiro da Pasta no “Programa de Turismo Cívico Brasília: O Brasil começa aqui”. O projeto leva grupo de alunos da rede pública do DF para visitar as instalações do museu. “Retomamos as atividades em fevereiro de 2019 e tivemos a sorte de sermos abraçados pela Setur. Conseguimos levar mais de 400 alunos por meio do projeto”, disse Caroline. Diante do atual cenário, o memorial, que recebeu 2.000 visitantes durante o ano passado, está fortalecendo a participação virtual.

 

Segundo Daniel Castro, da coordenação geral de Patrimônio Histórico do Itamaraty, o monumento recebeu 20 mil visitantes durante o ano de 2019. “No momento, estamos atentos aos protocolos que estão sendo debatidos para a reabertura dos museus quando for liberado”, pontuou. Projetado por Oscar Niemeyer e com paisagismo de Burle Marx, o edifício impressiona. Quem visita tem a chance de ter contato com obras apenas de artistas nascidos ou naturalizados brasileiros – como Athos Bulcão, Alfredo Volpi, Bruno Giorgi, Frans Krajcberg, Franz Weissmann, Maria Martins, Mary Vieira, Iberê Camargo, Ione Saldanha, Rubem Valentim, Sérgio de Camargo e Tomie Ohtake.

 

Rubens Cavalcante Júnior, responsável pelo Museu da Imprensa, também esteve presente. Inaugurado em 13 de maio de 1982, o Museu de Imprensa é o oitavo mais importante do mundo na categoria. O prédio possui 680 metros quadrados e abriga peças e documentos raros. “Estou há 33 anos no museu. Essa iniciativa do turismo cívico é fundamental para a cidade e para os monumentos”, disse.

 

Finalizando o encontro, Jeize Alexandre, supervisora dos monitores e assistente do Programa de Visitação ao Congresso, contou um pouco da realidade que estão enfrentando no monumento símbolo do turismo cívico. “Nos finais de semana chegamos a reunir 70 pessoas por grupo. Então devemos repensar o nosso modelo e avaliar estratégias para a retomada”. Marília Serra, coordenadora da Visitação Institucional do Senado Federal, complementou: “Teremos que repensar tudo para seguir os protocolos. Também temos um tour virtual, que está disponível e sendo atualizado frequentemente”.

 

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